Arquivo de julho, 2011

Azincourt

Publicado: julho 29, 2011 por blogdapresbi em Livros e Cultura
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Bernard Cornwell, o autor desse livro escreve sobre a “idade média” do Reino Unido, quando mal existiam reinos quanto mais unidos! E se você for considerar a perspectiva dele, lá só acontencia guerra! Eu já li vários livros dele, em português e inglês, motivada principalmente por dois bons amigos fãs do autor (e que efetivamente compram os livros!) Esse, especialmente, é sobre uma batalha entre ingleses e franceses, e dada as crueldades de alguns trechos, dá para vislumbrar o ódio que eles sentiam entre si.

 

Porque um dos talentos do Cornwell é descrever batalhas, com riquezas de detalhes, aonde as pessoas andam, quem atira acerta aonde, o que acontece com o elmo, e depois com o crânio, até aparecer o cérebro como uma gosma… Sim, é muito nojento! Mas além disso, nesse livro, tem muitas cenas de torturas e assassinatos de prisioneiros, de estupro e mutilação de mulheres e crianças. É algo terrível de ler. Chega a doer fisicamente só de imaginar.

 

Eu comecei a pensar como o homem pode ser tão cruel. (E é irônico você considerar que tem gente que acredita que o homem “é bom” e que “o ato de ser humano” é ser sensível e caridoso com outras pessoas).
Talvez se você considerar o êxtase da batalha (que é citado muitas vezes), pode falar que matar é a empolgação dos caras. Mas e quando se faz a sangue frio? Não é o “racional”?

 

Eu só posso ficar feliz de viver nessa época, em que a minha aldeia não corre o risco de ser invadida de uma hora por outra e que o melhor que pode acontecer é “morrer rápido”… De qualquer forma, não me iludo, a crueldade humana não mudou em mil anos de “civilização”…

 

(Veja bem, essa é uma resenha um pouco dolorida, mas o livro é bom, a prosa é gostosa de ler, mas ao considerar todos os livros do autor, aí eu recomendo realmente a trilogia do Rei Artur, por exemplo).
Obrigada, Luquinhas, o melhor estagiário fornecedor de livros que já existiu!

 

Taciana Trigo

Continuando a série de estudos que relacionam o livro “Axiomas de Zurique” com a Bíblia depois de um longo período sem escrever.

O sexto Axioma diz o seguinte: “Evite lançar raízes. Elas tolhem seus movimentos”.

Gostaria de relacionar esse Axioma com a seguinte passagem:

“E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.”…

“E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede.”…

“Pois que o espanto se apoderara dele, e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca de peixe que haviam feito. E, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens. E, levando os barcos para terra, deixaram tudo, e o seguiram.” Lucas 5:4 a 11

Diversas vezes eu já me peguei pensando sobre essa passagem e tentando comparar a minha capacidade de abandonar o que eu tenho para seguir a Jesus com a capacidade que os discípulos tiveram. E é lógico que eu sempre me sinto mal porque eu sei que eu não teria as manha (gíria idosa) pra largar tudo da forma como eles fizeram. A razão pra isso é simples: quanto maiores são as suas raízes menor é a sua capacidade de cortá-las.

Quando a gente olha pra nossa vida, podemos encontrar diversos tipos de raízes. Mas a principal delas está justamente ligada a área financeira. Essa raiz é o padrão de vida. Quando você se acostuma a um padrão de vida caro, dificilmente você estará disposto a mudar de padrão se Deus te pedir para fazê-lo.

Da mesma forma que na área financeira é essencial ter flexibilidade para realocar seus investimentos, no relacionamento com Deus também é essencial ter flexibilidade para reposicionar a sua vida sempre que demandado pelo divino.

Portanto tente fazer um exercício simples. Analise aquilo com o que você gasta dinheiro mensalmente e tente substituir algo que não é essencial por um investimento em ação social.

Eu não quero dizer que você não pode viajar, jantar em um lugar legal, compra uma roupa boa. O que eu quero dizer é que se você for capaz de abrir mão de um desejo para ajudar alguém corriqueiramente, então aos poucos você irá conseguir mudar suas prioridades.

A final de contas a gente não vai levar carro, roupas e cartão de crédito para o reino de Deus.

Gui Marto

Caim e Abel – Você e…?

Publicado: julho 25, 2011 por blogdapresbi em Mensagens
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Uma das mais conhecidas histórias da bíblia é a história de Caim e Abel. É uma história chocante que mostra até onde a maldade humana é capaz de ir: um homem que mata seu próprio irmão.

A história começa quando Caim oferece um sacrifício a Deus. Abel faz o mesmo, porém a história relata que a oferta de Abel vinha do seu melhor. Como pastor, escolheu “as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho.” Enquanto o sacrifício de Caim é relatado como “uma oferta.” E Deus aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas Caim e sua oferta não foram aceitos. Ser rejeitado fez com que Caim se enfurecese.

E Caim, cheio de fúria e transtornado, mata Abel.

Mas antes do crime, Deus avisa a Caim que “o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo.” Essa história é lida e relida causando nojo, afinal de contas, quem mataria seu próprio irmão? Quem mataria seu irmão por inveja? Quem faria uma coisa dessas?

A resposta é simples: você faria.

Imagine um mundo onde não há consequências pelos seus atos perante a lei e o convívio social. Se você pudesse escolher matar alguém e não fosse punido, quem você mataria? O que nos impede de cometer crimes é a lei ou nossa vontade de não cometê-los?

No Evangelho de Mateus, Jesus expande a ideia de assassinato dizendo que aquele que irar-se contra seu irmão é culpado de assassinato. Na carta aos Efésios, Paulo ainda vai mais longe e diz que “quando vocês ficarem irados, não pequem.” Você pode irar-se, mas a partir do momento que sua ira se torna assassinato, você é tão culpado como se realmente tivesse cometido o crime. A inveja de Caim fez com que perdesse o controle de sua fúria. O próprio Deus veio a ele avisar que as coisas ficando sérias demais, mas Caim escolheu não ouvir. Caim escolheu abrir a porta ao pecado que batia insistentemente.

A história de Caim e Abel se repete todo dia. Quando um amigo ganha algo que você quer muito, a inveja toma conta e gradativamente o sentimento transforma a imagem dele em alguém não tão amigo assim. A garota ideal para você está com o alguém errado. Seu colega de trabalho foi promovido e você não. Na faculdade, há algum aluno com desempenho melhor. Quem dirige o carro que você quer? Quem tem a namorada que você gostaria de ter?

O pecado bate à porta. Ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo.

A história de Caim é a sua história. A pergunta que fica é: quem é o seu Abel?

 

Leo Alves

Amy Winehouse morreu

Publicado: julho 24, 2011 por blogdapresbi em Diversos
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Quando fui colocar o nome dela no google para ver como escrevia, o site completou “amy winehouse morreu”. Eu já sabia, mas coincidentemente era esse mesmo o título que eu tinha pensado em dar ao meu post. Quando ouvi a notícia na rádio fiquei surpreso, embora a apresentadora do programa tenha comentado que se tratava de uma ‘morte anunciada’. Isso me fez mal.

 

Não sou um grande fã da cantora, aliás baixei o seu cd a dois meses atrás para matar a curiosidade e acabei descobrindo que a música dela era bem diferente do que eu imaginava. Antes disso, tudo o que eu sabia era que Amy Winehouse era uma personalidade polêmica com problemas alcólicos e que vira e mexe deixava seu público na mão ao abandonar os shows.

 

Me parece que a exploração desse mito foi mais comercializada que a própria música dela. A mídia focou todos os seus esforços na cobertura dos fracassos da cantora, fazendo de cada atitude errada um espetáculo. Filmes, charges e boa parte de nós, passamos a ridicularizar e torcer por mais situações vergonhosas.

 

Não fizemos nada além disso, nada que pudesse dar um outro final a essa história. Agora já não há mais razões para rir: Amy Winehouse vai embora como quem cansa da brincadeira. Ela é mais uma das pessoas que morrem diariamente diante da nossa insensibilidade e eu me sinto culpado.

 

Victor Perez

 

FUTILIDADE

Publicado: julho 22, 2011 por blogdapresbi em Poesia
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Ser fútil é gastar mais dinheiro com coisas do que com pessoas
É usar meu ao invés de nosso e eu ao invés de nós
É ser vazio de significado, sentido e conteúdo
Ser fútil é sempre mandar ao invés de servir
Pois o fútil torna-se servo do mandar
Futilidade é quando nos enxergamos maiores
É quando nos omitimos em face da tristeza alheia
Ser fútil é carregar morfologicamente o útil, mas inutilizá-lo
É quere ter demais e ser de menos
É gastar mais tempo com o tempo que se vai do que com o tempo que perdura
O fútil aproveita pra tirar proveito, proveitosamente
Quer brilhar mais que o sol, todavia é vazio de calor
O fútil em tudo ganha e em tudo se perde
É cheio de si, mas vazio de outro.

Calebe Ribeiro

http://calebejv.blogspot.com/