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Estima-se que 50 milhões de mulheres já foram abortadas na Ásia

Há algum tempo, escrevi em meu texto “Ode à Mentira” que há cerca de 9 milhões de mulheres “em falta” na Ásia. Mas eu me equivoquei. O número é maior. Segundo uma matéria do New Ýork Times (Nov/2005), só na Índia, há 50 MILHÕES de mulheres “faltando” devido à prática cultural de abortos em bebês do sexo feminino e outros fatores como a prática proibida da queima de viúvas com os corpos de seus maridos (Sati, que foi proibida após campanha do missionário Wilian Carey no século 18, mas ainda é praticada principalmente em regiões culturais). O problema é tão grande que em 1990, o governo da maior democracia do mundo proibiu os ultrassons para detectar o sexo do bebê para evitar que hajam abortos em bebês do sexo feminino.

Darrow Miller, analisando o texto, afirma: “a raiz do problema não é econômica ou política. Ao invés disso, é uma idéia: O homem é superior à mulher. Esta idéia está inserida, em graus maiores ou menores, na maioria das culturas do mundo. (…)E a história cultural é frequentemente mais forte do que as leis e a economia.” Segundo o NYT, há regiões em que a proporção entre os sexos é de 1000 homens para cada 500 mulheres! Estes números são alarmantes porque geram aumento nos índices de violência (homicídios, drogas, etc) e provavelmente empobrece estas regiões, sem contar nos problemas como a desestruturação da familia, que é o pilar de qualquer sociedade ou civilização.

Minha motivação aqui não é criticar o povo Indiano, mas simplesmente ilustrar como uma mentira tem poderes destrutivos! Nós como cristãos, além de termos de cumprir o mandamento de pregar o evangelho (Mc. 16:15), temos que cumprir o mandamento de discipular as nações (Mt. 28:19-20). A Índia precisa de discipulado nesta área. Mas, e aqui no Brasil? Quais as consequências desta mentira? O que temos feito para discipular nossa nação na contra-mão desta idéia de que o “homem é superior à mulher”? Será que isto já foi erradicado de nossa cultura?

Mentiras se combatem com Verdades. Neste caso, a Bíblia começa afirmando em Gênesis1:27: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.(grifo meu)”; – ambos são criados à Imagem de Deus (mas tem papéis diferentes). Que a Verdade que liberta vá de encontro com o machismo que perdura em nosso planeta e traga libertação e que nós sejamos os proclamadores das Verdades daquele que nos chamou das Trevas para Sua Maravilhosa Luz!

Renato Wong.

A rede social de Deus

Publicado: julho 6, 2011 por blogdapresbi em Assunto Polêmico, Mensagens
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Você quer ser um milionário facilmente? Esqueça isso de trabalhar duro, investir na bolsa de valores ou jogar na mega-sena. S eu quiser ficar rico, invente uma rede social diferente (e boa). Há uns 15 anos atrás, se você perdesse o telefone ou endereço de um amigo, precisava revisar a lista telefônica inteira e talvez ligar para algumas pessoas que tinham o mesmo nome do seu amigo, mas não eram ele. Isso quando o telefone não estava em nome da mãe ou pai. Agora existem as redes sociais.

Existam tantas redes sociais no mundo virtual que fica difícil saber onde usar. Elas consomem nosso tempo. Fato curioso nessas redes é que em cada uma você tem um perfil, cada uma oferece um limite de caracteres. Em um limite X de caracteres, você pode dizer o que quiser, verdade ou não, são aquelas palavras que te definem na rede. Mas uma coisa é fato: você se define como quer.  Além disso, a rede social permite que a pessoa aja como um personagem, expondo só aquilo que pareça interessante e muitas vezes escondendo segredos. Sejam segredos sombrios ou preocupações mais irrelevantes, as redes sociais permitem que se escolha apenas o que você quiser mostrar ao mundo: as melhores fotos, as frases mais inteligentes e as faces mais enigmáticas.  O Twitter vai além: todo mundo é uma celebridade potencial buscando seguidores de todas as formas. Alguns conseguiram sucesso enorme. Outros passam o dia dando follow e unfollow, buscam nem que seja mais um fiel no mundo virtual. Nesse mundo, a popularidade é medida pelo numero de amigos e seguidores e a sinceridade não é tão relevante quanto a exposição. Desde que você saiba se expor da maneira certa, conquistará um pedaço deste reino.

São tantas as formas de comunicação existentes: SMS, e-mail, DM, Skype, Twitter, Facebook. Elas nos fazem esquecer o que é olhar nos olhos. As redes sociais criaram uma cópia falsa do Reino de Cristo onde se vive um ideal somente naquilo que for interessante.

Mas Jesus criou uma forma diferente de rede social: a Igreja. Nessa rede, a nossa fama não importa, desde que Ele seja feito popular. A união entre amigos só é relevante se for sincera e a ética do reino pede que um trate outro como se fosse mais importante que si. Amigos choram juntos e se alegram juntos. Essa rede possui uma manifestação on-line sim, mas sua força está nos irmãos que riem e choram juntos. Manifesta-se como uma comunidade que vive diferente em tudo e não apenas online. É nela que você é quem Deus o criou para ser. Nela não é preciso criar personagens, pois nela todos são aceitos.

A Igreja é a rede social de Deus para ser vivida em todos os aspectos.

*O texto acima foi utilizado como recurso p/ devocional do AcampUMP2011. O acampamento teve como tema “Varal: Sua vida em exposição.” Você pode encontrar fotos do evento no Facebook da Presbi e se tiver interesse em participar do próximo envie um email para presbi@ipalpha.com.br

Reality Show

Publicado: julho 4, 2011 por blogdapresbi em Assunto Polêmico, Mensagens
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Há 15 anos atrás, os telespectadores se contentavam com o ideal das novelas e filmes, uma realidade fora dos padrões onde os malvados são punidos e os bons prevalecem, a megera é desmascarada e o casal vive feliz para sempre. As emissoras fazia do seu sucesso o desejo no coração daqueles que sempre que tiveram que encarar a dureza do mundo real, levando-os a um mundo de fantasia onde tudo que acontecia tinha um único propósito: o final feliz. Porém, uma nova fórmula de TV tem conquistado cada vez mais telespectadores de todo o mundo: o Reality Show.

Os reality shows apareceram com uma nova proposta: “e se colocássemos pessoas de verdade em situações reais e as filmássemos o tempo todo?” O novo estilo de TV apareceu no começo dos anos 90, mas somente em 1999 se tornou um fenômeno global com atrações como Big Brother e Survivor. No Brasil, tivemos primeiramente A Casa dos Artistas, com uma casa um tanto precária e artistas não tão artistas assim (Ex. Alexandre Frota, Taiguara Nazaré e Mary Alexandre) e depois Big Brother Brasil.

Os reality shows apresentaram algo totalmente inédito na vida do telespectador: pessoas normais. Pessoas normais em situações normais como cozinhar, tomar banho, relaxar na piscina, discutir. E uma grande diversão daqueles que assistem é ver as mentiras, a falsidade e os jogos que cada participante faz para ganhar. Uma vitória que exige uma boa aparência, afinal de contas é a atitude que os outros vêem nas câmeras que determina os resultados. Tudo que importa é saber jogar.

Os reality Shows trouxeram de maneira explícita o que muitos de nós já fizeram em algum momento da vida: trapacear para tirar vantagem.

A igreja se torna um reality show: O púlpito se tornou palco e todos têm um papel nessa peça que Deus odeia chamada religião. Os crentes tem deixado de viver em real comunidade para viver uma hipocrisia onde todos parecem perfeitos e só expõem aquilo que não é “muito pecado” (ou pelo menos não parece muito pecado).

O trabalho se torna um reality show. Os estudos se tornam um reality show. Não termina aí: amizades e família. Tudo pode se tornar um grande jogo. O reality show tem um objetivo supremo: ganhar.

Você tem feito da vida seu próprio Big Brother?

*O texto acima foi utilizado como recurso p/ devocional do AcampUMP2011. O acampamento teve como tema “Varal: Sua vida em exposição.” Você pode encontrar fotos do evento no Facebook da Presbi e se tiver interesse em participar do próximo envie um email para presbi@ipalpha.com.br

Playboy – Exposição Photoshop

Publicado: julho 1, 2011 por blogdapresbi em Assunto Polêmico, Mensagens
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A sociedade atual é muito visual – fotos, desenhos, vídeos inundam nossas vidas através de revistas, tvs, computadores, celulares. Na mesma onda, a estética é muito privilegiada. Não basta ser bonito, agradável, harmônico, precisa ser perfeito. Principalmente com relação ao corpo feminino. Um corpo perfeito significa que, não importa a idade, a origem, a sua história pessoal, é preciso ter uma barriga chapada, nenhuma gordura sobrando, seios fartos, bumbum sem celulite, pernas finas bem torneadas. As mulheres querem ser assim. Os homens procuram mulheres assim.

Para atender essa demanda de alto padrão, um recurso foi criado e está sendo usado a exaustão: o Photoshop.

Quem acredita que nas fotos da Playboy (não que vocês já tenham visto alguma, claro), se usa Photoshop?

Quem acredita que nas fotos de Caras, Contigo, Veja, Isto é, se usa Photoshop?

Em todas as fotos, não importa para qual mídia, existe agora a permissão para “embelezar”, fazer alterações menores e maiores para chegar ao padrão de estética.

É para colocar fotos no Facebook, mas só aquelas em que eu pareça um artista de cinema, em que o cabelo ficou bom, a pele suave, a roupa caindo bem. Podemos nos expor, mas só a parte boa, a parte que cabe no padrão. Filtrar o que nós expomos na internet, nas redes sociais, é uma forma de não se sentir deslocado frente às exigências do mundo.

Será que isso não ocorre também para outros aspectos da nossa vida, além da imagem?

A gente passa um Photoshop no nosso caráter: se a moda é ser malandro, a gente quer ser esperto.

A gente passa um Photoshop nos defeitos que são socialmente mal vistos: se ser tímido é estranho, a gente escancara a vida no Facebook, conta dos relacionamentos, das festas, das emoções.

A gente passa um Photoshop na santidade: a gente louva a Deus no domingo na Igreja, mas na segunda, ignora o colega de trabalho que pediu um favor.

Jesus chamou de hipócritas os judeus que questionaram porque seus discípulos não lavavam as mãos antes das refeições. Afinal, esse era só um sinal externo de pureza que não existia em seus corações, era um Photoshop de santidade. O que importava mesmo era o que estava nos corações.

Agora, a vida pessoal de cada um está muito mais exposta do que antigamente – em que era preciso estar próximo de alguém para conhecê-lo. Com a internet, uma pessoa do outro lado do mundo, que talvez você nunca veja pessoalmente, pode acompanhar a sua vida, suas fotos, suas conversas. Isso é um fenômeno incrível.

Será que ele está fazendo a cultura do Photoshop pessoal crescer também?

*O texto acima foi utilizado como recurso p/ devocional do AcampUMP2011. O acampamento teve como tema “Varal: Sua vida em exposição.” Você pode encontrar fotos do evento no Facebook da Presbi e se tiver interesse em participar do próximo envie um email para presbi@ipalpha.com.br

Ok, eu não sou um cristão, mas finalmente tomei a decisão de vir à sua igreja neste domingo. Mas não espere muito de mim. Se algo mais importante aparecer, talvez eu não vá; neste exato momento estou planejando ir. Eu sinto que preciso ir, mas não estou certo do porque. Eu quero lhe contar umas coisas sobre mim antes de nos conhecermos.

1. Eu não entenderei jargão religioso então esteja atento a isso quando nos falamos. Eu não entendo quando você fala “morto no espírito,” “Deus está movendo em mim,” coberto de sangue,” “eu preciso morrer para mim mesmo,” “você precisa seguir a Palavra,” “o que você precisa é uma nova vida,” etc. Se tivermos uma conversa cheia de termos de religiosos, eu provavelmente não compreenderei metade das palavras… e talvez pensarei que você é um pouco louco.

2. Quando você me perguntar se estou bem, saiba que não confio em você. É provável que contarei uma mentira e direi que estou bem. Não que eu não queira contar-lhe; é apenas que eu tenho muitas dores guardadas e não estou certo que já confio em você. Que tal você me contar a sua história primeiro? Se eu gostar de você e perceber que você não está tentando ganhar a minha alma ou nada assim, eu lhe contarei a minha.

3. Eu consigo ser bem grosso, amargurado e irritado com algumas coisas. Se eu perceber em você um ar de superioridade, estou fora. Se você estiver apenas esperando a sua vez de falar ao invés de realmente me escutar, eu não vou me interessar. Não espere que eu goste de você.

4. Não faça questão de me apresentar à todo mundo que você conhece. Eu entendo que umas duas pessoas, tudo bem. Mas por favor, não faça uma fila de boas vindas! Eu só vou para ver como é e preciso do meu espaço.

5.  Estarei buscando interesse genuíno em mim. Eu não quero sentir que sou seu projeto pessoal de salvação ou ser a sua medalha “Eu salvei um.” Se esse Jesus é quem você diz que é, então estou esperando ansiosamente por vê-Lo em você. É assim que funciona, não?

6. Eu terei perguntas. Eu preciso da verdade, não das suas preferências ou da sua religião; então você poderia me dizer apenas o que a Bíblia diz?

7. Eu preciso me sentir bem vindo. Existe um tempo limite ou algo assim depois da primeira visita para que eu não me sinta mais bem vindo? Quero dizer, já estive em algumas outras igrejas e parecia haver uma pressão para eu tomar uma decisão ou algo do tipo. Quanto tempo até que eu não seja mais bem vindo?

Obrigado por me ouvir. Tenho certeza que irei neste domingo. Mas talvez não vá.

Via TheRessurgence