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A escola da pornografia

Publicado: junho 3, 2011 por blogdapresbi em Assunto Polêmico
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A pornografia é como uma escola. Muitos homens decidem por livre espontânea vontade matricular-se nela crendo que podem cancelar a matrícula a qualquer momento. E nessa escola se aprende basicamente três lições:

  1. Um corpo não é suficiente
  2. Um corpo real não é suficiente
  3. O corpo da sua esposa não é suficiente

Homens, cancelem a matrícula enquanto é tempo, pois elas, esposas, que sofrerão tendo de competir com mulheres que nem são reais. (Via @AndyStanley)

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Senhores(as) senadores(as) da República

Venho por meio desta manifestar a minha opinião com relação a PLC 122/2006, mais especificamente com relação aquilo que tange a crimes resultantes de discriminação ou preconceito relacionado a orientação sexual.

Eu sou contra toda e qualquer violência contra pessoas em decorrência de sua opção sexual, seja ela física ou verbal. Também sou contra discriminações de forma a segregar uma pessoa de um grupo maior no mercado de trabalho, em locais públicos ou em qualquer evento que seja aberto ao público em geral.

Eu sou cristão protestante e por esta razão tenho a Bíblia como base de comportamento para tudo o que faço. A Bíblia nos ensina que a vida do ser-humano é de valor inestimável e por esta razão todo o cristão deve prezar pela manutenção e zelo da vida dos seus próximos, não importando a orientação sexual.

O meu único receio com relação a PLC 122/2006 é a criminalização das manifestações de pensamento façam uma recomendação contrária a uma orientação homossexual.

Eu tenho amigos gays, pelos quais tenho muito apresso e consideração. Contudo eles sabem que a minha opinião com relação a homossexualidade é que Deus não aprova essa opção sexual.

Creio que se um pastor ou um padre fizer um sermão no qual ele manifeste essa mesma opinião em relação ao homossexualismo, desde que de forma educada e sem apologia a violência, isso não constitui um crime.

A orientação sexual é um ponto central dentro da doutrina cristã. Por isso a restrição da manifestação desse tipo de pensamento fere a liberdade de muita gente de bem que não quer o mal dos homossexuais mas apenas acha que essa não é uma orientação abençoada por Deus.

Sei que os apoiadores da PLC 122/2006 buscam o melhor para o nosso país e por isso peço que a proteção aos homossexuais não seja confundida com uma caçada aos protestantes. Nós não somos inimigos dos homossexuais, nós apenas discordamos dessa opção sexual.

Sei também que esse tipo de pensamento pode parecer muito retrógrado, mas como cidadão brasileiro eu creio ter o direito de ser retrógrado ou moderno, o importante é que a  liberdade de escolha me seja dada.

Por esta razão peço que os senhores tragam um maior esclarecimento a população com relação ao tipo de atitude que seria considerada como crime caso a PLC 122/2006 seja aprovada como esta hoje. Caso o sermão de um pastor ou padre seja considerado crime, peço que os senhores considerem alterar essa parte da proposta.

Espero não ter ofendido ninguém e ter trazido um pouco de luz a essa discussão.

Abraço

Guilherme Francisco Marto

E agora…? Sério… e agora?

Publicado: maio 2, 2011 por leofilipealves em Assunto Polêmico, Diversos
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Faz tipo meio século que não sinto vontade de escrever aqui. Na verdade não sei se posso qualificar por falta de vontade, acho melhor chamar de estabelecimento de prioridades. Minha prioridade ultimamente tem sido pensar.

Acontece que… arrumei um bom emprego, terminei a faculdade… e agora…?

Sério, e agora?

Por que a pressão de escolher uma profissão tão novo? Aos 17, 18 anos, você precisa ter bem estabelecido o curso que quer cursar, a profissão que quer exercer e precisa ser algo extremamente lucrativo. Ganhar direito é bom, mas até quando?  Meu mestre já dizia “De que vale a ao homem ganhar todo o mundo e perder a alma?” A sociedade joga em adolescentes o peso da decisão que afetará o curso de suas vidas para sempre. A escolha errada implicará numa vida mal vivida?

Achei que as coisas mudariam, confesso. Achei que com o fim da faculdade, eu me sentiria livre do estudos e da necessidade de aprender, a cobrança enorme por resultados. Mas a realidade é que o ambiente acadêmico é um prelúdio para a grande orquestra que há de vir. Se você se sente pressionado e cobrado na universidade, espere entrar no mercado de trabalho. Estudo, aprendizado, progresso, todos estes substantivos definem coisas boas. O problema é a presão de ser o melhor em tudo. Você constantemente escuta que precisa continuar senão será deixado para trás. Hoje em dia, existem vagas de trabalho que você não precisa falar inglês para exercê-las. Mas se falar, é um diferencial e será escolhido por essa habilidade. Na real… por que? Sério, qual é a lógica dessa decisão? Em minha humilde e inexperiente opinião, pessoas deveriam ser contratadas por suas atitudes em relação a um trabalho, não por terem estudado algo que provavelmente usarão. E todo mundo é capaz de aprender durante o processo. Por que é tão necessário saber tudo antes?

Estudei fora do país, aprendi outros idiomas, coloquei um esforço tremendo em terminar a faculdade com boas notas e fiz cursos diversos; na esfera profissional, iniciei minha carreira ainda no segundo ano de faculdade, estagiei duas vezes e agora estou em meu primeiro emprego efetivo. E não falo de um emprego ruim: é perto de casa, aprendo bastante, ganho bem, tenho poucos gastos, uma galera legal. Como todos os outros empregos, tem seus pontos negativos, mas quando paro para pensar mais a fundo, o emprego em si não é ruim. Os pontos positivos superam os pontos negativos.

E… a única coisa que não encontrei foi paixão no meu dia-a-dia. Exerço meu trabalho da melhor forma possível, mas não sinto meu coração bater mais forte nesse exercício. E ainda é mais desanimador quando converso com meus ex-colegas universitários. Respostas como “eu amo o que faço” e “não troco meu trabalho por nada nesse mundo” são tão comuns e não ajudam muito.

Eu quero procurar algo que eu gosto… mas onde…? Não posso simplesmente entrar e sair de cursos diversos, preciso ter responsabilidade e sabedoria no investimento do meu dinheiro. E se eu errar o alvo novamente?

E se eu tomei a decisão errada?

E se… nunca descobrir a tal chamada “vocação” que tanto falam por aí?

E se…. não conseguir mais sair dessa função/profissão que exerço que não me conquistou?

A vida agora se resumirá em uma profissão que não me dá prazer?

E agora…?

Sério, e agora?

PLC 122 – Carta ao Senado

Publicado: março 25, 2011 por blogdapresbi em Assunto Polêmico

Pessoal,

Vejam abaixo a opinião do queridíssimo Paulinho Freddi sobre este polêmico e delicado assunto.

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Prezado senador,

Gostaria, por meio deste e-mail, de expressar a minha opinião sobre o projeto que está para ser votado pelo Senado sob o número PLC 122/2006. A proposta pretende punir como crime qualquer tipo de reprovação ao homossexualismo.

Conversando sobre o assunto com colegas da área de Biomédicas também concluo, assim como já concluiu e escreveu sobre o tema aos estimados Senadores da República, a Doutora em Genética Humana, Dra. Angélica Boldt, que o homossexualismo é um desvio da sexualidade que precisa urgentemente de tratamento. Não há evidências científicas de que o homossexualismo tenha surgido por ação da seleção natural na espécie humana. Contudo, existe amplo fundamento científico neste sentido para a relação heterossexual.

Defendo ainda que o homossexualismo não pode ser aceito como comportamento “natural”. Não pode ser normal pessoas morrerem com garrafas dentro do intestino!! Num estudo publicado em 2004 na revista British Journal of Psychiatry, observou-se que 42% dos homossexuais, 43% das lésbicas e 49% dos bissexuais apresentaram pensamentos e ações auto-destrutivos. Em 1981, observou-se que aproximadamente um de cada 10 homicídios em Sao Francisco deviam-se a práticas sexuais sadomasoquistas entre homossexuais! Analisando as estatísticas publicadas em 1999 no Clinical Psychology Review, observa-se além disso uma íntima associação entre o homossexualismo e violência doméstica: 48% dos casais de lésbicas e 38% dos casais homossexuais reportam este tipo de violência, comparados a 28% dos casais heterossexuais. Em outro trabalho publicado em 2005 na Family Practice News, observou-se que os homossexuais apresentam um aumento de quatro vezes no consumo de marihuana, 7 vezes de cocaína e 10 vezes de anfetamina comparados à população em geral!

Em terceiro lugar e como cristão, não posso concordar com essa proposta, da mesma forma como não poderia concordar com a aprovação da corrupção em qualquer nível. O homossexualismo é decorrente da corrupção humana, assim como o adultério. As pessoas envolvidas no homossexualismo são amadas por Deus, mas Deus deseja libertá-las de sua doença!! Como Ele, considero muito todas as pessoas sem qualquer acepção, mas desejo vê-las curadas e não escravas de vícios e doenças. O preconceito contra a doença do homossexualismo deve ser banido da mesma forma como o preconceito contra vítimas da AIDS, mas a doença não pode ser ignorada, ou de outra forma, os doentes morrerão! Isto não é amor. Alguém já disse que o oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença. Por favor, não seja indiferente ao clamor de milhares de vítimas deste desvio de suas almas, não o trate como “natural”! Não aprove o problema, mas trate-o e arranque as suas raízes!

Certo de que o conteúdo deste e-mail fará parte de ponderações sérias antes da sua votação, agradeço antecipadamente a sua atenção.

Paulo Freddi e família

Deus nos livre de um Brasil evangélico

Publicado: fevereiro 18, 2011 por blogdapresbi em Assunto Polêmico

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que osevangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar “crente”, com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).

Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.

O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.

Soli Deo Gloria

http://www.ricardogondim.com.br