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Sobre um Filme de Guerra

Publicado: março 28, 2012 por blogdapresbi em Poesia
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Apesar da guerra

as plantas reflorescem

e, indiferentes, as abelhas voejam

fabricando mel.

Os joões-de-barro

driblam os tiros

e continuam em seu fatigar

construindo seus ninhos

na perpetuação da espécie.

Formigas defendem o progresso

de suas sociedades divinamente

organizadas.

Desdenhando canhões

e rajadas de metralhadoras

cantam as cigarras… e cantam!

Os ratos e seus dentes que não cessam de crescer

roem… e roem… e roem.

Os ruminantes passivamente

ruminam e cochilam de pé.

Os capins altos ao vento

discutem e esgrimem com suas folhas

à guisa de espadas

sem, contudo se ferirem…

 

Só os homens, por serem racionais, se matam!

Francisco Ferreira

Azincourt

Publicado: julho 29, 2011 por blogdapresbi em Livros e Cultura
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Bernard Cornwell, o autor desse livro escreve sobre a “idade média” do Reino Unido, quando mal existiam reinos quanto mais unidos! E se você for considerar a perspectiva dele, lá só acontencia guerra! Eu já li vários livros dele, em português e inglês, motivada principalmente por dois bons amigos fãs do autor (e que efetivamente compram os livros!) Esse, especialmente, é sobre uma batalha entre ingleses e franceses, e dada as crueldades de alguns trechos, dá para vislumbrar o ódio que eles sentiam entre si.

 

Porque um dos talentos do Cornwell é descrever batalhas, com riquezas de detalhes, aonde as pessoas andam, quem atira acerta aonde, o que acontece com o elmo, e depois com o crânio, até aparecer o cérebro como uma gosma… Sim, é muito nojento! Mas além disso, nesse livro, tem muitas cenas de torturas e assassinatos de prisioneiros, de estupro e mutilação de mulheres e crianças. É algo terrível de ler. Chega a doer fisicamente só de imaginar.

 

Eu comecei a pensar como o homem pode ser tão cruel. (E é irônico você considerar que tem gente que acredita que o homem “é bom” e que “o ato de ser humano” é ser sensível e caridoso com outras pessoas).
Talvez se você considerar o êxtase da batalha (que é citado muitas vezes), pode falar que matar é a empolgação dos caras. Mas e quando se faz a sangue frio? Não é o “racional”?

 

Eu só posso ficar feliz de viver nessa época, em que a minha aldeia não corre o risco de ser invadida de uma hora por outra e que o melhor que pode acontecer é “morrer rápido”… De qualquer forma, não me iludo, a crueldade humana não mudou em mil anos de “civilização”…

 

(Veja bem, essa é uma resenha um pouco dolorida, mas o livro é bom, a prosa é gostosa de ler, mas ao considerar todos os livros do autor, aí eu recomendo realmente a trilogia do Rei Artur, por exemplo).
Obrigada, Luquinhas, o melhor estagiário fornecedor de livros que já existiu!

 

Taciana Trigo